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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Kick-Ass: Quebrando Tudo (Kick-Ass, 2010)


"Como é possível que todo mundo queira ser Paris Hilton, mas ninguém queira ser o Homem-Aranha?"

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um rapaz normal - um tanto quanto perdedor, é verdade - e tão fã de quadrinhos que se pergunta por que não existem super-heróis na vida real. (Antes de culpar a falta de poderes, lembre-se de um sujeito chamado Bruce Wayne.)

Sem conseguir encontrar um bom motivo para não fazê-lo, Dave resolve fazer um uniforme e se tornar o primeiro herói do mundo real. Ele apanha feito massa de pão em sua primeira ronda, mas nem por isso desiste: passados os longos meses de recuperação, Dave percebe que ter várias próteses e placas de metal implantadas por todo o corpo lhe conferiu uma estranha espécie de imunidade à dor. Para completar, a garota mais bonita da escola (Lyndsy Fonseca, de How I Met Your Mother) se aproxima do rapaz...mas só porque ela acha que ele é gay. Detalhes, detalhes.

Agora defendendo os fracos e oprimidos sob a identidade de Kick-Ass, Dave inspira outros vigilantes, estes bem mais determinados e violentos: Big Daddy (Nicolas Cage), ex-policial determinado a limpar seu nome, e sua filha Hit Girl (Chloë Moretz), garotinha que é tão fofa quanto durona. Para completar, o novo e atrapalhado herói interfere sem saber nos negócios de Frank D'Amico (Mark Strong), principal mafioso da cidade, e vê uma recompensa ser colocada em sua cabeça.

O filme acerta ao corrigir vários atrapalhos do roteiro da HQ original de Mark Millar, sem deixar de ter vários dos momentos massa véio que caracterizam as histórias do autor. Nicolas Cage tem a chance de enfim fazer um bom filme baseado em HQs, e por incrível que pareça está bem. Mas é a pequena Chloë Moretz quem coloca o elenco inteiro no bolso...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Presságio (Knowing, 2009)



No ano de 1959 em uma escola dos EUA, alunos desenham para mandar uma mensagem à alguém no futuro, seus trabalhos são colocados em uma cápsula e enterrados na escola. Lucinda, escreve centenas de números ao invés de desenhar, só de olhar para ela, sabemos que ela tem algum problema.


Em 2009, o astrofísico John Koestler (Nicolas Cage) e seu filho tentam lidar com a morte de sua esposa. Quando desenterram a cápsula, cada aluno pega um desenho, Caleb Koestler (Chandler Canterbury) pega um folha cheia de números. Mais tarde em sua casa, John vê a folha e começa a notar um padrão que condiz com datas e uma certa quantidade, ao pesquisar na internet, descobre que são datas de grandes tragédias e a quantidade de vítimas fatais, e além disso, três acidentes estão prestes a acontecer nos próximos dias.


Desesperado, leva sua teoria à um amigo, que o desacredita. Ao procurar pela garota que escreveu os números, descobre que ela é falecida, mas tenta contato com sua filha, Diana. Ao contar o que descobriu, Diana Wayland (Rose Byrne) fica furiosa e se recusa a acreditar, até que outra tragédia acontece.


Alex Proyas, vindo de “O Corvo”, “Cidade das Sombras” e “Eu, Robô”, se utiliza do clima dark e da ficção científica para nos ambientar nessa narrativa por vezes angustiante e de tensão constante. A performance de Nicolas Cage vem sendo afetada em seus últimos trabalhos, como em Perigo em Bangkok, O Sacrifício e O Vidente, até mesmo pela qualidade sofrível desses roteiros, seguindo nessa carreira de altos e baixos, a atuação de Cage em Presságio fica num meio termo em relação a isso, não é uma obra prima, mas também não compromete, o espectador sente que ele só vive para cuidar do filho, é um personagem totalmente depressivo e apavorado com que está por vir. O elenco de coadjuvantes é muito bom, as crianças alternam momentos entre o medo e o confuso, onde não tem idéia do que acontece. É sempre bom ter em mente que se trata de um filme de ficção científica, com todos seus elementos fantásticos. Uma coisa a ser salientada na película, é o apuro visual, ambientado no outono, torna o clima mais frio, e é bom dizer que os efeitos especiais estão muito bons, as sequências do avião caindo na rodovia, o metrô saindo dos trilhos e a inevitável cena final, são um colírio para os olhos. Confesso que não esperava nada desse filme por trauma dos últimos trabalhos do ator principal, mas como adoro os outros filmes do diretor, dei uma chance e me surpreendi, gostei muito e me mantive ligado durante as duas horas de projeção. Espero que Nicolas Cage escolha melhor seus projetos daqui em diante e que Proyas continue nos presenteando com filmes desse tipo.


Nota 4 SPs