Mostrando postagens com marcador Quentin Tarantino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quentin Tarantino. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de agosto de 2010

À Prova de Morte (Death Proof, 2007)


Um comentário comum ao se falar da obra de Quentin Tarantino é que ele não faz apenas filmes, mas tributos a determinados gêneros. Assim, Kill Bill pode ser entendido como uma homenagem aos filmes orientais de kung fu, o mesmo valendo para Bastardos Inglórios em relação aos filmes de guerra e por aí vai.

Partindo deste raciocínio, À Prova de Morte presta reverência aos filmes de terror/suspense. Parte do projeto Grindhouse, sessão dupla trash bolada por Tarantino e Robert Rodriguez, o filme ainda tem o atrativo adicional de transformar as tradicionais fraquezas do gênero em forças. A grande deficiência de muitos filmes de terror é a incapacidade de desenvolver empatia com as vítimas? Pois aqui elas são apresentadas como verdadeiro foco, com direito a um real desenvolvimento de suas personalidades.

E nem por isso, vejam vocês, o assassino - um dublê que usa um carro indestrutível como arma - deixa de ter seu destaque. Muito disso se deve à interpretação de Kurt Russell, extremamente à vontade e ouvindo várias piadas sobre sua idade. (O que, aliás, virou obrigação de todo estúdio ao contratar um brucutu dos anos 80.)

Resumindo, um filme que convence aos adoradores das viagens tarantinescas - mas também divertidíssimo, daqueles para assistir sem levar a sério. Dá até para relevar os três anos de atraso para o lançamento no Brasil.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009)



"Estamos aqui para fazer uma coisa, e só pra isso: matar nazistas."

Não é à toa que os filmes de Quentin Tarantino são sempre ansiosamente aguardados pelos cinéfilos. Diálogos afiados, atuações soberbas, produção caprichada e trilha sonora recheada de pérolas são constantes na carreira do maluco de Knoxville, Tennessee - e todas essas constantes aparecem em destaque aqui.

O roteiro lembra Pulp Fiction, obra-prima do diretor, não só pela violência mas principalmente pelas múltiplas tramas paralelas se entrecortando em diferentes momentos - assim como a divisão em capítulos, outra constante tarantinesca. Temos o grupo soldados americanos que dá nome, composto por judeus especializados em matar e escalpelar nazistas, liderados pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt) e seu fiel escudeiro Donny Donowitz (Eli Roth), especialista em esmagar crânios com um taco de beisebol,; a jovem Shoshana (Mélanie Laurent), judia cuja família é morta pelos homens de Hans Landa (Christoph Waltz), coronel da SS conhecido como "Caçador de Judeus"; o plano britânico para explodir um cinema repleto de nazistas na pré-estreia do mais novo filme do chanceler Joseph Goebbels (Sylvester Groth)...a brincadeira é ver como essas histórias se desenvolvem e se entremeiam em um só final - com várias incorreções históricas, mas quem liga?

Christoph Waltz e seu Landa, um adorável vilão, são talvez o melhor do filme, mas é impossível não destacar o deliciosamente canastrão Brad Pitt (os dois, aliás, dialogam em italiano numa cena memorável), a breve e algo surpreendente participação de Mike "Dr. Evil" Myers e a nova roupagem que Tarantino conseguiu dar a um dos assuntos mais abordados na história do cinema. E detalhe que o filme é falado em QUATRO idiomas...